Segundo informações do site Direto da América, e big tech de comércio eletrônico Amazon, que também vende serviços de hospedagem em sua nuvem (Amazon Web Services – AWS), anunciou na noite de ontem (09/01) que vai cancelar o serviço de hospedagem da mídia social Parler a partir de hoje (10/01).

A medida repentina obrigará a plataforma a sair do ar para se reestruturar até encontrar um novo fornecedor de hospedagem que possibilite ao Parler permanecer ativo.

Trata-se de mais um duro golpe contra o Parler que já foi banido da Google Play e da App Store, conforme Dextra noticiou mais cedo.

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O Parler se nega a desenvolver algoritmos e criar uma sistema de censura análogo ao que Facebook, Google e Twitter criaram para controlar o conteúdo de seus usuários.

Nos EUA, milhões de usuários conservadores começaram a migrar em massa para o Parler, abandonando as mídias digitais que impõem censura para redes alternativas que não interferem no conteúdo publicado pelos usuários. Parler, Gab, Telegram e outras mídias registram grande adesão, após Twitter e Facebook iniciarem forte ofensiva contra os seguidores de Trump.

No Brasil soma-se a isso o comunicado do Whatsapp, que pertence ao Facebook, de irá passar a compartilhar dados dos usuários de suas mídias dando acesso a esses dados para usuários comerciais dos serviços da big tech, e impondo a impossibilidade de uso do aplicativo a quem não se submeter à nova política da empresa.

Pressão contra o Parler partiu de funcionários da Amazon

Segundo informa o site Direto da América, um grupo de funcionários da corporação de Jeff Bezos que se autodenomina “Amazon Employees for Climate Justice” (Funcionários da Amazon por Justiça Climática) postou no Twitter mensagem defendendo que a Amazon Web Services deveria “negar os serviços ao Parler até que [o Parler] remova as mensagens que incitam à violência, inclusive na posse presidencial”.