DIVISÃO DO CENTRÃO ENCARECE O PASSE

O DEM e o MDB anunciaram ontem o desembarque do grupo de partidos do chamado Centrão que se alinhavam sob a liderança do deputado Arthur Lira (PP-AL), até ontem (27/7), tido como favorito para a sucessão de Rodrigo Maia à Presidência da Câmara dos Deputados. Com essa jogada os dois partidos ameaçam o favoritismo de Lira para suceder Maia, mas, também, seu poder como articulista do governo, que era o principal trunfo político do deputado. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), operador oculto da jogada, espera que o racha do Centrão inviabilize o projeto de Lira para vencer as eleições para sua sucessão, em fevereiro de 2021. Comemorar vitória antecipada não é conduta prudente para quem deseja Lira fora do jogo. O poder de Lira reside na capacidade de comandar deputados do baixo clero que não se encantam facilmente com o canto da sereia de Maia. Líderes do DEM e do MDB dão como sepultado o projeto de Lira ser presidenta da Câmara. Lira, no entanto, até antes desse lance tinha o Palácio do Planalto cobrindo sua retaguarda e esse é um trunfo considerável. Difícil saber, em se tratando dessas raposas, até que ponto esse lance de Maia é definitivo. O que é certo é que o preço da adesão do Centrão ficou mais caro para o presidente Bolsonaro.

Paulo Moura
Paulo Moura
dextrajornalismo@gmail.com
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