FUNDAÇÃO OSVALDO CRUZ PEDIRÁ REGISTRO DA VACINA DE OXFORD NA PRÓXIMA SEMANA, DIZ JORNAL

Segundo noticiou agora à tarde (28/12) o jornal O Estado De São Paulo, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), organização que faz parte da estrutura do Ministério da Saúde e que é responsável no Brasil pela pesquisa da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford  sob financiamento do Laboratório AstraZeneca, deve ingressar na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com o pedido de registro do imunizante até a próxima semana.

A vacina de Oxford foi, desde o início, aquela que recebeu os investimentos prioritários do governo federal num momento em que tinha a pesquisa mais avançada no mundo. A pesquisa apresentou reveses técnicos já superados e teve seu desenvolvimento e finalização postergados, mas já se encontra em fase de registro após os pesquisadores terem solucionado os problemas encontrados.

A Fiocruz, informa OESP, deve fornecer 210,4 milhões de doses ao governo ao longo de 2021, quantidade suficiente para imunizar 105 milhões de pessoas, dado que a vacina de Oxford requer aplicação de duas doses.

Há possibilidade de o pedido ser apresentado à Anvisa antes do fim de 2020 ou começo de 2021 segundo declarou  vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da fundação, Marco Krieger, em entrevista à Rádio Gaúcha, hoje.

A produção da vacina deve começar ainda no início de janeiro e a obtenção do registro da Anvisa deve ocorrer até fevereiro, com liberação imediata das doses já fabricadas para vacinação, prevista para meados de fevereiro pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Paralelamente o Instituto Butantan esforça-se para reverter os danos causados pela divulgação da baixa eficácia da Coronavac, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, já admitiu que a eficácia do imunizante defendido com unhas e dentes pelo governador Doria, atingiu apenas o patamar mínimo exigido pela OMS, de 50%.

O Instituto Butantan, que já adiou duas vezes a divulgação oficial dos dados sobre a eficácia do produto chinês, afirmou que não pode divulgar as informações por determinação da farmacêutica Sinovac, alegando haver discrepâncias com os dados encontrados na pesquisa realizada em outros países.

Ao contrário do que costumava fazer antes desse revés, quando ocupava a mídia diariamente para propagandear a vacina chinesa, o governador Doria desapareceu da mídia após a volta forçada da Flórida onde pretendia tirar férias de dez dias longe de São Paulo, após decretar fechamento da economia nos feriados de fim de ano. O último registro público que se tem do governador de SP é a foto acima que circula nas redes sociais, em que Doria aparece sentado e sem máscara numa loja de grife de Miami.

(com informações OESP, Rádio BandNews e Rádio Gaúcha)

 

Paulo Moura
Paulo Moura
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