JUSTIÇA DE ALAGOAS ANULA TÍTULO DE DOUTOR HONÓRIS CAUSA DE LULA

Em 23 de agosto, Lula percorria o Nordeste em caravana cuja finalidade era mostrar apoio popular na vã esperança de evitar sua prisão pelo primeiro processo da fila, dos quais é alvo da Operação Lava-Jato por causa do caso do tríplex do Guarujá.

Lula recebeu vários títulos de Doutor Honóris Causa no Brasil e no exterior, devido ao domínio esquerdista nas universidades. No Brasil, especialmente no Nordeste onde ostentava altos índices de popularidade, as viagens de Lula sempre se convertiam em verdadeiro comícios por onde o petista passava. A cerimônias na Universidade Estadual de Alagoas não foi diferente. Os gritos de “Lula, guerreiro do povo brasileiro” ecoaram no salão da cerimônia “acadêmica”.

Lula não deixou por menos e levou a trupe petista ao delírio ao discursar dizendo: “Para eles, pobre é um problema, pobre dá muito trabalho. Para nós, pobre é a solução desse país”. Ninguém menos do que o próprio reitor da universidade, Jairo Campos, entregou o título ao petista.

A condenação de Lula e o tempo de cadeia mancharam a aura do chefe do PT e, em franca decadência, já não consegue mais entusiasmar as massas como dantes. A situação piora para o PT do Nordeste com o presidente Bolsonaro crescendo em territórios que nos últimos anos eram monopólio de Lula.

Em 23 de julho passado, o juiz Carlos Bruno de Oliveira Ramos, da 4ª Vara Cível de Arapiraca, anulou o ato da Universidade Estadual de Alagoas que concedeu o título doutor honoris causa em 2017 a Lula .

“Não é razoável nem atende à moralidade administrativa conceder honraria a alguém condenado judicialmente e que ainda responde a outras ações penais”, registrou o juiz.

No dia 9/ 10 a decisão foi levada a processo com o juiz argumentando que o título concedido a Lula representa “hostil violação da regra administrativa na aprovação do título por desvio de finalidade revelador de ofensa à moralidade administrativa, além de propiciar manifestação de fim político-eleitoral na concessão do título”.

e arrematou: “Julgo procedente a pretensão deduzida em juízo, para declarar a nulidade do ato administrativo que condecorou o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva em 23 de agosto de 2017, nos termos do art. 487, I, do Código de Processo Civil”.

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Paulo Moura
Paulo Moura
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