PARLAMENTO AUSTRALIANO QUER QUE GOOGLE PAGUE POR CONTEÚDO JORNALÍSTICO DE TERCEIROS E GOOGLE AMEAÇA REATALIAR

A vida das Big Techs de mídia social está se complicando no mundo todo. Por um lado as cinco maiores empresas de tecnologia do mundo começam a sofrer desgaste de imagem e perda de valor de suas ações em bolsa em função da prática de censura contra conservadores, exercida em nome de supostas “regras da comunidade” que, de fato, são regras de controle de conteúdo impostas por elas mesmas. Governos europeus também fizeram questão de se posicionar abertamente contra o banimento do presidente Trump do Twitter a sua suspensão pelo Facebook, Instagram e YouTube.

Na Inglaterra, na França e em outros países europeus já há algum tempo debate-se a imposição ao Google, Facebook e outras mídia digitais, da obrigação de pagar pelos conteúdos que replica da imprensa tradicional, gerando tráfego e receita em suas plataformas a partir do trabalho e investimento de terceiros.

Agora foi a vez do parlamento australiano entrar nessa briga, visando obrigar as Big Techs a pagarem por notícias de terceiro replicadas pelo Google.

A briga ficou feia e Google, ameaçou bloquear o acesso dos australianos à sua ferramenta de busca. o Google brinca com fogo num momento delicado em que usuários de mídias sociais que reprovam a censura na internet começam a buscar mídias alternativas para escapar no oligopólio das Big Five.

Se o parlamento australiano aprovar a lei em debate, o Google e o Facebook se verão obrigados a pagar pelos conteúdos que replica de veículos da imprensa tradicional. YouTube e Instagram, por enquanto, não foram atingidos pela proposta da nova lei.

“Não nos daria escolha real a não ser parar de disponibilizar o Google Search na Austrália”, declarou o diretor do Google na Austrália, Mel Silva numa sessão de uma instância Senado canadense hoje (22/01).

O primeiro-ministro Scott Morrison, por seu turno, respondeu no mesmo tom: “A Austrália faz as regras para as coisas que você pode fazer na Austrália. Pessoas que querem trabalhar com isso são muito bem-vindas, mas não respondemos a ameaças”.

Para remunerar os produtores de conteúdo cujas notícias replicam, o Google e o Facebook se veriam obrigados a entregar aos fornecedores, hoje involuntários, as métricas digitais das buscas por notícias replicadas por esses empresas e acessadas pelos usuários australianos através das ferramentas de busca das Big Techs.

Se a moda pega…

Paulo Moura
Paulo Moura
dextrajornalismo@gmail.com
2 Comentários
  • Avatar
    James Dressler
    Postado em 14:20h, 22 janeiro Responder

    Normalmente o Google replica com o link para a notícia original, direcionando para o site original, certo? Perguntaram para os donos das mídias tradicionais, que ganham com os anúncios só vistos porque alguém foi direcionado para o site deles pelo Google, se gostariam que o Google não mais mostrasse nada que levasse as pessoas a eles, ou que simplesmente nem Google tivesse?

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    SEBASTIÃO VARAGO
    Postado em 11:12h, 22 janeiro Responder

    TAMOJUNTO COM O PREMIER SCOTT MORRISON

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