PARTIDO CHEGA!, DA NOVA DIREITA PORTUGUESA, SURPREENDE EM ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

Portugal teve eleições presidenciais no último domingo (24/01), é grande novidade da eleição foi o desempenho do candidato André Ventura, do Partido Chega, da nova direita portuguesa. Ventura conquistou mais de 500 mil votos e projetou nacionalmente a legenda que nasceu a apenas dois anos e que só tinha o próprio Ventura como parlamentar.

O resultado sugere uma potencial de reconfiguração do campo da direita da política portuguesa, dizem analistas.

A Universidade Católica realizou uma pesquisa de opinião para a TV pública RTP com uma amostra de eleitores que votaram no domingo.

O levantamento revelou que o Partido Socialista (PS) do atual primeiro-ministro António Costa, perdeu 1%, alcançando 35% das preferências, contra 36% nas eleições parlamentares de 2019. O Partido Social-Democrata (PSD), sofreu maior perda  ao alcançar 23%, contra 27,7% nas eleições de 2019.

O Chega!, segundo a pesquisa da UCP, registou 9% das manifestações de intenção de votos, contra apenas 1,29% no pleito de 2019.

Já o Bloco de Esquerda (BE) teve 8%, caindo 2 pontos percentuais.

A análise do desempenho eleitoral do Chega! por regiões e redutos políticos dos adversários, revela que a nova legende capturou votos junto ao eleitorado que votava tradicionalmente, tanto em partidos de direita como de esquerda.

Esse desempenho do Chega! daria ao partido 10% de representação no Parlamento, com uma bandada de 19 deputados. O partido da nova direita foi a único legenda a projetar aumento da sua participação parlamentar, ocupando uma espaço antes dominado pelos outros partidos tradicionais da direita portuguesa.

Esse crescimento, no entanto, carece de uma consolidação da máquina partidária, ainda aquém do seu desempenho eleitoral. A direita europeia volta seus olhos para Portugal com a emergência de um novo parceiro relevante no continente. O desafio do partido a partir de agora, além da organização, é apresentar nominatas fortes de candidatos ao lado da liderança de André Ventura.

Em entrevista à RCTV, o cientista político André Azevedo afirmou que, apesar não ter atingido seus objetivos que eram, ir ao segundo turno e atingir 15%, ficando na frente da candidata independente do PS, Ana Gomes, André Ventura conseguiu posicionar-se de forma receber atenção destacada no pleito, projetando seu futuro promissor na política portuguesa.

Paulo Moura
Paulo Moura
dextrajornalismo@gmail.com
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