SE ASTRAZENECA NÃO ENTREGAR MATÉRIA PRIMA NO PRAZO, TERÁ QUE ENTREGAR VACINA PRONTA, DIZ FIOCRUZ

Embora a vacinação tenha começado no Brasil essa semana, sua continuidade está sujeita à turbulências causadas pelo risco de desabastecimento da matéria prima necessária à sua fabricação, tanto pelo Instituto Butantan como pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

As duas vacinas previstas para aplicação no Brasil são de fabricantes diferentes. A Coronavac, do Instituto Butantan, tem origem no laboratório chinês Sinovac, e a da Fiocruz, foi desenvolvida pela Universidade Britânica de Oxford, sob financiamento do laboratório Astrazeneca. Ambas, no entanto, têm a matéria prima fabricada na China e, além da explosão de demanda mundial por vacinas, o governo chinês apresenta entraves burocráticos à exportação.

No caso da vacina de Oxford, no entanto, o fornecimento da vacina está garantido por um cláusula contratual que prevê que, na falta da matéria prima, o laboratório Astrazeneca é obrigado a fornecer doses prontas do imunizante ao Brasil. A informação foi repassada pela pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcomo, à CNN Brasil.

Segundo a pesquisadora: “A Fiocruz aguarda apenas a chegada do IFA. Caso não chegue até dia 25, há um contrato que prevê que a AstraZeneca, responsável por esse processo, terá de nos fornecer doses prontas. Estamos com a linha de produção completamente pronta para dar início. Precisa ter o ingrediente, a matéria-prima. Não podemos fazer nada sem ter a IFA chegada do exterior”.

Margareth Dalcomo informou ainda que: “Nosso cronograma é entregar o primeiro milhão até os primeiros dias de fevereiro, depois 15 milhões de doses por mês, fechando o primeiro semestre com 110 milhões de doses entregues ao ministério da Saúde. Através de um processo de transferência de tecnologia integral, a vacina passará a ser chamada AstraZeneca/Fiocruz e será completamente nacionalizada. E a partir do outono, provavelmente, a Fiocruz poderá fabricar o IFA no brasil. Com isso, a vacina será completamente brasileira e a capacidade de produção supera, no segundo semestre, a necessidade do Brasil, podendo colaborar com outros países da região”.

(com informações CNN Brasil)

Paulo Moura
Paulo Moura
dextrajornalismo@gmail.com
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