“TRÊS ANOS DEPOIS?”, IRONIZA GENERAL VILLAS BOAS AO RESPONDER CRÍTICA DE FACHIN AO TUÍTE QUE BARROU A LIBERTAÇÃO DE LULA

O general Eduardo Villas Bôas, quando então comandante do Exército sob o governo de Dilma Rousseff, protagonizou uma lance político decisivo para impedir a libertação de Lula pelo STF em tempo de o condenado participar da eleição em curso à Presidência da República. Lula cumpria pena como condenado pelo então juiz Sérgio Moro no processo do triplex do Guarujá.

O lance foi protagonizado com uma mensagem postada no Twitter do general, lapidada no detalhe e com a anuência dos demais comandantes do Exército, mandando ao STF recado cifrado de que as Forças Armadas não tolerariam tal decisão da Suprema Corte.

“Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”, escreveu Villas Bôas na véspera do julgamento de uma habeas corpus cujo relator era Edson Fachin.

Na sequência o general tuitou que o Exército compartilhava “o anseio de todos os cidadãos de bem”. Em seguida postou o recado definitivo: “Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais. — General Villas Boas (@Gen_VillasBoas) April 3, 2018″

O fato está relatado no livro recém publicado por Villas Bôas e causou tardia reação do então relator do processo. Fachin manifestou-se publicamente hoje (16/01), dizendo que “qualquer forma de pressão sobre o Judiciário é intolerável e inaceitável”.

A manifestação veio em forma de nota à imprensa na qual Fachin reitera que “declaração de tal intuito, se confirmado, é gravíssima e atenta contra a ordem constitucional. E ao Supremo Tribunal Federal compete a guarda da Constituição”

A resposta do general não tardou e veio pelo Twitter, com Villas Bôas ironizando o fato de Fachin estar subindo o tom sobre os acontecimentos do passado somente 3 anos depois.

Paulo Moura
Paulo Moura
dextrajornalismo@gmail.com
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